Troque a música

terça-feira, 26 de dezembro de 2017


Se a música era boa para mim, tinha que ser para todos. Quando eu decidia que seria aquela, ele teria que ouvir junto comigo(e gostar). 
Mas era ele era o responsável por todas discussões, afinal de contas, ele era de gêmeos, e só agora eu achava que as coisas estavam necessariamente conectadas: ele não via graça nas coisas que eu gostava. Ele não acreditava no que eu acreditava.
Isso tudo seria normal, já que estamos falando de dois seres distintos – e partindo do fato de que todos nós somos diferentes. Mas, na verdade, não estávamos na mesma vibração. 

Essa escada que percorríamos juntos também o levava para cima: afinal, estamos todos querendo ser pessoas melhores, certo? Mas, entre a minha escada e a dele, havia muita diferença a ser levada em consideração.
É como se estivéssemos em um universo diferente, e por mais que eu tentasse fazer ele entrar no meu, ele não queria. Eu sentia isso. Os tempos eram outros, os jeitos eram outros e, as motivações, totalmente diferentes. Cada um está em seu próprio processo.
Vendo por essa perspectiva, dá para entender porque ele não se animou com a tal música. Não dá para esperar que alguém funcione na mesma frequência que você. Ela fica divertida e é prazerosa ao ser compartilhada assim, mas, enfim, se todo mundo concordasse, que graça teria? Por isso, sempre continuei tentando.
Por outro lado, é claro que a gente também não quer alguém que não esboce um mínimo sorriso por nenhuma das nossas músicas. Não dá pra insistir demais, forçar alguém a querer o mesmo que você.
Mas quer saber? Não precisamos de pessoas que estejam num universo totalmente oposto ou que sejam exatamente feitos aos nossos moldes – apenas que vez ou outra, cruzem-se.
Troquei a música. Aliás, o disco.

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@milhascarol

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